Cerca de 25% da população do mundo ocidental sofre de alguma forma de alergia.
O peso genético é uma realidade e vai de 12.5% (nos casos em que nenhum familiar é alérgico) até cerca de 73% (se ambos os pais sofrem da mesma forma de doença alérgica).
Classicamente a doença alérgica evolui com a idade, assumindo diferentes formas ao longo da vida.
Regra geral começa-se por alergias/intolerâncias alimentares nos primeiros meses de vida, que normalmente passam depois dos 24 meses de vida. Poucas são alergias alimentares que ficam para a idade adulta. Estas alergias alimentares muitas vezes não são diagnosticadas e apenas são percebidas pela existência de alguns problemas de pele, cólicas abdominais (que são muitas vezes a razão de choros nocturnos), etc.
Depois podem começar problemas do aparelho respiratório alto (nariz).
A principal consequência deste problema é o das otites de repetição de que muitas crianças sofrem, muitas vezes acabando por vir a ser operadas. A baixa de audição, como é sabido é uma das principais causas de mau aproveitamento escolar e tem, muitas vezes, uma origem alérgica.
Mais tarde podem ocorrer os primeiros sintomas de asma (uma criança alérgica que sofra de rinite tem três mais hipóteses de vir a desenvolver uma asma).
Existem várias formas de asma. Asma não é só ter falta de ar que leva as pessoas aos hospitais. A asma pode apresentar-se apenas como uma tosse induzida pelo esforço ou mesmo pelo riso. Quanto mais cedo uma asma for diagnosticada melhor é a prognóstico.
Um asmático pode e deve ter uma vida normal. A asma não condiciona em nada as actividades escolares e/ou desportivas. Muitos são os atletas olímpicos que sofrem de asma.
1. Antes de iniciar o ano escolar, consulte o seu médico para fazer um balanço global da sua saúde, nomeadamente do crescimento, das alergias, etc.
2. Se sofre de uma asma que necessita de um tratamento de fundo (diário) consulte o especialista para rever e adaptar o tratamento.
3. Nunca solicitar a dispensa da ginástica: uma actividade física é desejável e necessária para desenvolver a resistência do seu filho.
4. Respeitar a regra de espaçar de 3 horas (nunca menos de 2 horas) o inicio de uma actividade física mais intensa/ou prolongada.
5. Em caso de asma de esforço (falta de ar induzida pelo esforço físico) fazer um aquecimento progressivo e tomar medicação antes dos exercícios.
6. Se pensar que o seu filho sofre de uma alergia alimentar, peça ao seu médico assistente que lhe confirme as alergias, assim como um plano de evicção alimentar (muitos alimentos podem estar escondidos na nossa alimentação diária).
7. As vulgares “bombas” da asma hoje em dia são extremamente eficazes e praticamente não têm nenhuma contra-indicação – por isso não tenha medo de utilizá-las sob aconselhamento médico.
8. A asma como todas as doenças crónicas deve ser tratada quando se está bem para não se ficar mal. Evite decidir por si só a paragem da medicação.
9. Se tem uma alergia ao pó, ela muito provavelmente é devida aos ácaros do pó da casa (é alergia mais vulgar em Portugal - 60% dos alérgicos são sensíveis a estes aracnídeos). Alguns cuidados especiais devem ser empreendidos de acordo com o seu médico especialista
Conteúdos gentilmente cedidos por :
Infantasma – Associação Ambiente e Alergias para Promoção e Protecção da Saúde
Mais informações em http://www.infantasma.com
São muitas as pessoas a quem nos apetece dizer obrigado.
Mas, por vezes, tudo acontece a uma velocidade tal que até nos esquecemos de lhes agradecer.
O rapaz desta história não deixou...